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Feira de Maio

A mais castiça das Festas Ribatejanas.


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Centenária FEIRA DE MAIO — a mais castiça das Festas Ribatejanas, acontece no último fim de semana do mês de maio e representa cinco dias de festa assentes na trilogia Cavalo, Toiro e Campino, os expoentes identitários da cultura tauromáquica.

O campino, é de facto a figura central e no Domingo acontece o momento solene da festa com uma homenagem a esta figura emblemática do Ribatejo. 

À sexta-feira, há noite de sardinha assada, distribuída gratuitamente, com pão e vinho. Mais de uma centena de tertúlias, largadas de toiros, muita animação cultural, exposições, artesanato e atividades económicas. Por último, um convite a provar a nossa gastronomia na Praça das Freguesias.

Se durante a Idade Média a Corte reservou desde muito cedo a Lezíria de Azambuja para criação de gado cavalar que suprisse as suas necessidades diretas, a criação régia do «Potril Régio» no século XVIII por D. João V no campo de Azambuja, seguida da instituição das «Reais Manadas do Ribatejo», serão os alicerces fomentadores que se conjugarão para o nascimento da vertente económica e comercial, mas também social e cultural.    

Destas dinâmicas conjugadas nasceu, quase de forma espontânea, ao longo do século XIX, um «mercado geral de gados», fruto da enorme oferta quantitativa e qualitativa de gado vacum e cavalar, nascido, criado e apurado nas principais casas agrícolas locais.

Advinda da sua fama, a «Feira de Maio» vai impor-se oficialmente em 1901, entrando no calendário nacional dos mercados gerais de gado e especiais de «remonta para o exército».

Nascia no mesmo ano e em simultâneo com a «remonta», a tauromaquia moderna, inaugurando-se a primeira «praça de touros». Estavam criadas as condições para a tauromaquia de rua, sobretudo nas entradas e largadas de touros nas ruas da Vila.

À arte de tourear aderiram muitos azambujenses, com presença regular nos cartazes e cartéis nacionais e internacionais. É grande a lista de azambujenses no mundo da tauromaquia, das ganadarias e coudelarias, da campinagem e dos grupos de forcados, mas também, na direcção de corridas, na comunicação social, edição e crítica tauromáquica, mas também na literatura, na poesia e na arte.

A reunião destas parcelas elevou a categoria cultural do material para o imaterial, enquanto herança e identidade do património cultural comum de um povo e da comunidade.  

A «Feira de Maio» é a celebração cultural de uma comunidade e de um povo, que tem a «Tauromaquia» inscrita na sua identidade e matriz cultural.

A «Feira de Maio» é hoje um espaço e um tempo de convivialidade e sociabilidade, que anualmente Azambuja partilha com milhares de visitantes.

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